Galera esta semana tive um poema publicado no jornal O Progresso. Gostaria de compartilhá-lo com vcs aqui também.
O fazedor de livros
É um fazedor de mundos
E de pessoas
De bichos e de coisas que
Juntas povoam e dão vida
A estes mundos criados
O fazedor de livros
É também um inventor de
palavras
Já corriqueiramente pro-
nunciadas no mundo
Em que vive o fazedor
O fazedor de livros
É também o produto das
palavras
Nele entranhadas
Fecundas palavras que se
desdobram em
Sentidos mil nas mãos do
Fazedor
O fazedor de livros
É um inventor de sonhos
De olhos bem abertos
Pintando o preto no branco
coloridas formas
Com palavras do sono
acordadas
Para deixar viver o
fazedor e
A coisa sonhada.
J. F.
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