À
sombra do medo mora a estranha alegria de estar vivo
entre a harmonia e o desespero busca-se o equilíbrio;
movediço ser, sendo, vindo a ser
entre a harmonia e o desespero busca-se o equilíbrio;
movediço ser, sendo, vindo a ser
um todo,
completo e vazio.
À sombra
do medo persigo-me vivo
numa
busca incessante,
como rio
a correr por entre as margens,
deslizando,
abrindo passagem e seguindo adiante.
À sombra
do medo um dia serei mar,
mas
quando o mar fizer sombra, terei medo
pois
saberei já ser o fim, chegada de todos rios;
porque o
que perturba
não é a
sombra,
o
abstrato,
mas o que vem por trás,
mas o que vem por trás,
a força
da onda.
Escrito em 13 de julho de 2012. Exatamente há um ano.
Por Cristian Lopes e Josué Ferreira
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