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sábado, 13 de julho de 2013

Sombra, medo e desespero

À sombra do medo mora a estranha alegria de estar vivo
entre a harmonia e o desespero busca-se o equilíbrio;
movediço ser, sendo, vindo a ser
um todo, completo e vazio.
  
À sombra do medo persigo-me vivo
numa busca incessante,
como rio a correr por entre as margens,
deslizando, abrindo passagem e seguindo adiante.

À sombra do medo um dia serei mar,
mas quando o mar fizer sombra, terei medo
pois saberei já ser o fim, chegada de todos rios;
porque o que perturba
não é a sombra,
o abstrato,
mas o que vem por trás,
a força da onda.



Escrito em 13 de julho de 2012. Exatamente há um ano.

Por Cristian Lopes e Josué Ferreira

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